A Receita Federal do Brasil, por meio da Alfândega de Foz do Iguaçu, anunciou novos avanços no processo de preparação para ampliar as operações na Ponte da Integração Brasil–Paraguai. As mudanças passam a valer a partir do dia 3 de agosto de 2026 e fazem parte de uma estratégia coordenada entre autoridades brasileiras e paraguaias para o funcionamento pleno da nova travessia internacional.
A iniciativa está sendo conduzida em conjunto com os órgãos que integram a Comissão Mista Brasileiro-Paraguaia e prevê a ampliação gradual das funcionalidades da ponte, que vem sendo preparada para assumir papel estratégico no fluxo logístico da fronteira entre Brasil e Paraguai.
Entre as principais mudanças anunciadas está a definição de que veículos utilizados no transporte de cargas menores deverão obrigatoriamente realizar a entrada e a travessia em lastro pela Ponte da Integração, no horário das 7h às 19h. O retorno desses veículos carregados continuará sendo realizado pela tradicional Ponte Internacional da Amizade.
A medida busca reorganizar o fluxo de veículos entre as duas pontes internacionais, reduzir a concentração de tráfego na Ponte da Amizade e melhorar a eficiência das operações logísticas na região de fronteira, considerada uma das mais movimentadas da América do Sul.
O novo cronograma também amplia a utilização da Ponte da Integração para ônibus de transporte urbano internacional, veículos de turismo fretados, linhas regulares internacionais e ainda estende o horário autorizado para travessia de caminhões em lastro.
Segundo a Alfândega de Foz do Iguaçu, os preparativos seguem avançando para que futuramente a estrutura opere em regime integral, incluindo planejamento de equipes para atuação durante 24 horas por dia. Entretanto, a operação completa para cargas de grande porte ainda depende da conclusão das obras de infraestrutura no lado paraguaio, especialmente do novo acesso viário projetado para retirar o tráfego pesado da área urbana de Presidente Franco.
Com as novas medidas, a Receita Federal reforça sua atuação estratégica na administração das fronteiras terrestres da região trinacional, contribuindo diretamente para facilitar o comércio exterior, fortalecer a segurança aduaneira, otimizar a logística regional e impulsionar o desenvolvimento econômico entre Brasil, Paraguai e países vizinhos.
Redação Guia São Miguel com informações da Receita Federal
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