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Brasília amanheceu ontem, domingo (25), sob uma densa camada de fumaça, consequência de queimadas que ocorrem em diversas regiões do país. Capitais como Goiânia e Belo Horizonte também foram afetadas, com prédios oficiais, incluindo o Congresso Nacional, praticamente encobertos.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal (CBMDF), imagens de satélite mostram que a fumaça é intensificada por incêndios em São Paulo, trazida por ventos favoráveis.
A seca prolongada em Brasília, que já dura mais de 120 dias, agrava o cenário, com a baixa umidade do ar facilitando o surgimento de novas queimadas e mantendo as partículas de fumaça suspensas.
O Instituto Nacional de Meteorologia alertou para a queda da umidade na capital federal, que ficou abaixo de 20% durante a tarde, aumentando os riscos de incêndios florestais e problemas respiratórios. Apenas no Distrito Federal, foram registradas 3.368 ocorrências relacionadas a incêndios florestais de janeiro a julho deste ano.
O problema é ainda mais grave em outras regiões do Brasil, com recordes de focos de incêndio na Amazônia, no Pantanal e no Sudeste. Em São Paulo, 21 cidades estão com focos de incêndio ativo, e 46 municípios permanecem em alerta máximo.
A situação reflete um fenômeno mais amplo, com a concentração de monóxido de carbono se estendendo do Norte do Brasil até o Sul e Sudeste, afetando até mesmo países vizinhos como Peru, Bolívia e Paraguai.
O cenário atual é um alerta para a gravidade dos incêndios florestais no Brasil, que não só afetam o meio ambiente, mas também a saúde e a qualidade de vida da população.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil