O Tribunal do Júri de São Miguel do Iguaçu, no Paraná, absolveu o acusado das denúncias de homicídio qualificado e ocultação de cadáver relacionadas à morte de Kauan dos Reis de Lima. O julgamento foi encerrado na madrugada desta quinta-feira (20), após uma sessão que durou mais de 16 horas.
Os trabalhos tiveram início na manhã de quarta-feira (19), por volta das 9h. Durante a sessão, foram ouvidas 12 testemunhas antes do interrogatório do réu.
Formado por sete jurados, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade dos crimes, ou seja, confirmou que o homicídio e a ocultação de cadáver ocorreram. No entanto, os jurados não reconheceram a autoria dos delitos atribuída ao acusado. Com isso, todas as acusações foram rejeitadas e o réu foi absolvido.
Diante do resultado, a Justiça julgou improcedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou a expedição do alvará de soltura. O acusado estava preso desde maio de 2025.
O processo, que tramitava sob segredo de justiça, apurava as circunstâncias relacionadas ao desaparecimento e à morte de Kauan dos Reis de Lima, de 19 anos, ocorrida em 2024.
Segundo as informações apresentadas no processo, Kauan foi visto com vida pela última vez após sair do trabalho para negociar a compra de um veículo. Posteriormente, o corpo do jovem foi localizado no Lago de Itaipu.
Durante o julgamento, a defesa sustentou a ausência de provas diretas que comprovassem a participação do acusado no crime e apontou possíveis falhas na condução da investigação.
Após o encerramento do julgamento, o advogado Cleber Lins, responsável pela defesa, avaliou que o resultado confirmou os argumentos apresentados desde o início do processo.
“A defesa desde o início apontou os erros da investigação e demonstrou que esse caso foi mal conduzido. O povo de São Miguel emitiu um recado: os inocentes não merecem nenhum tipo de condenação. Esse homem estava preso há 1 ano e 3 meses sem nenhum elemento de prova. A justiça aconteceu”, afirmou.
Com a decisão do Tribunal do Júri e a determinação de soltura, o acusado deixa a prisão após aproximadamente um ano e três meses de detenção. A absolvição encerra, em primeira instância, as acusações que foram submetidas à apreciação do Conselho de Sentença.
Redação Guia São Miguel com informações da Costa Oeste News
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