O mercado da soja voltou a operar em queda no Brasil e reforçou a tendência negativa registrada nas últimas semanas. Após uma leve alta na véspera, o indicador Cepea/Esalq (base porto de Paranaguá-PR) recuou 0,39% nesta terça-feira (14/4), com a saca de 60 quilos sendo cotada a R$ 126,21.
Com o novo recuo, o indicador passa a acumular queda de 2,34% no mês, refletindo um cenário considerado favorável à oferta no país, especialmente após novas revisões de safra. A pressão sobre os preços é resultado direto do aumento da disponibilidade do grão no mercado interno e da cautela por parte de compradores e tradings, que aguardam melhores oportunidades de negociação.
Um dos principais fatores que sustentam o movimento de baixa é a projeção otimista para a produção nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou para 179,15 milhões de toneladas sua estimativa para a safra brasileira 2025/26, acima da previsão anterior de 177,85 milhões de toneladas. A expectativa de colheita robusta fortalece a percepção de maior oferta no mercado, o que tende a reduzir o poder de sustentação das cotações.
Além disso, o cenário cambial também contribui para o recuo. A continuidade da desvalorização do dólar, que tem permanecido abaixo dos R$ 5 nos últimos dias, reduz a competitividade das exportações e limita a valorização interna do produto, já que parte das negociações é diretamente influenciada pela moeda norte-americana.
No cenário internacional, a soja também apresentou desvalorização. O avanço acelerado do plantio nos Estados Unidos aumentou a pressão sobre as cotações na Bolsa de Chicago. Os contratos com entrega para maio fecharam com baixa de 0,37%, sendo negociados a US$ 11,58 por bushel.
A movimentação reforça o ambiente de cautela no mercado global, especialmente diante das condições climáticas favoráveis ao plantio norte-americano e da expectativa de aumento de oferta mundial.
Nas principais regiões monitoradas pela AgRural, as cotações também acompanharam o movimento de retração:
O cenário aponta para um mercado ainda pressionado, com produtores atentos à evolução do câmbio, ao ritmo de exportações e às movimentações externas, que continuam influenciando diretamente o preço da soja no Brasil.
Redação Guia São Miguel com informações do Globo Rural
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