Ataque de onças-pardas assusta família na zona rural de São Miguel do Iguaçu
20/01/2026 São Miguel do Iguaçu
Felinos foram flagrados por câmeras de segurança no quintal da residência; dois cães morreram e rotina dos moradores foi alterada

Uma família da comunidade rural Linha Nova Brasília, em São Miguel do Iguaçu, vive momentos de apreensão após o ataque de duas onças-pardas no quintal da própria residência. O caso ocorreu na madrugada de sábado (17) e foi registrado por câmeras de segurança, que flagraram a ação dos animais a poucos metros da porta da casa. Dois cães de estimação morreram durante o ataque.

As imagens mostram claramente o momento em que os felinos, identificados como uma fêmea e um filhote, invadem a propriedade. A proximidade dos animais silvestres com a área residencial acendeu um alerta entre os moradores da região.

Abalada, a moradora Nina relatou o choque ao se deparar com a cena. “Ela veio aqui próxima à churrasqueira e matou dois. Eram duas, tem a filmagem delas. Matou os dois cachorros. Na hora que eu saí para fora e vi aquela cachorrinha morta ali, eu não sabia… fiquei ruim mesmo”, contou.

Rotina alterada e medo constante

Após o ocorrido, a família precisou mudar completamente seus hábitos. Atividades rotineiras como cuidar dos animais, limpar a área ao redor do açude e pescar ao entardecer passaram a ser evitadas por medo de novos ataques.

Segundo a filha, Analicia Barbosa, a tranquilidade deu lugar à vigilância constante. “Nós tínhamos toda uma rotina tranquila: tratar as galinhas, o cavalo, os peixes. Fazíamos a limpeza em volta do açude, roçávamos a grama. Sentávamos e pescávamos até o entardecer. Agora, ficamos sempre em alerta, observando a mata e qualquer movimentação”, explicou.

A família recebeu orientações para evitar circular em áreas abertas durante o início da manhã e o fim da tarde, períodos em que os felinos costumam caçar. Entre as medidas preventivas recomendadas está o uso de bombinhas sonoras, que podem espantar os animais e fazê-los retornar para a mata.

Acompanhamento ambiental

Especialistas apontam que a presença de uma fêmea com filhote tão próxima a residências pode indicar desequilíbrio ambiental, como a redução de presas naturais, levando os predadores a buscar alimento em áreas habitadas.

Diante da situação, a família entrou em contato com a Itaipu Nacional, o projeto Onças do Iguaçu e outros órgãos ambientais competentes. Uma equipe de biólogos deve visitar a propriedade nos próximos dias para coletar informações e analisar o comportamento dos animais. O objetivo é garantir a segurança dos moradores e, ao mesmo tempo, preservar a espécie, que é protegida por lei.

O caso reacende o debate sobre a convivência entre áreas rurais e a fauna silvestre, especialmente em regiões próximas a remanescentes de mata nativa.

Redação Guia São Miguel com informações e imagens da Costa Oeste News

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